Venha para a Feira Criativa do Festival ArteSol!

Publicado em 16/11/2018

A Feira criativa vai reunir artesãos de diferentes partes do Brasil que estarão no Rio de Janeiro especialmente para participar do Festival e comercializar peças de cerâmica, cestaria, bordados, e outros objetos criados em diferentes territórios criativos do Brasil.

Ela acontecerá na sede da Associação de Amigos do Jardim Botânico – AAJB, onde todas as peças expostas estarão à venda. A feira acontece no dia 22/11, das 17h às 21h, e nos dias 23, 24 e 25/11, das 10h às 18h.

Conheça um pouco de alguns dos artesãos brasileiros e de seus produtos:

Cooperativa de Turismo e Artesanato da Floresta – TURIARTE

A técnica de trançado de palha da Turiarte é passada de geração em geração em comunidades amazônicas às margens do Rio Arapinus. É das folhas do tucumã, tipo de palmeira bastante encontrada no  Pará, que os artesãos extraem a fibra usada para trançar cestos, mandalas, bolsas, colares vasos, baús com desenhos geométricos de estilo próprio e cores vibrantes. Em alguns casos, as fibras podem ser tingidas com pigmentos naturais, por processo de fervura de plantas encontradas na Amazônia. A confecção do artesanato de tucumã é feita por 55 artesãos (cerca de 50  mulheres e 5 homens) de cinco comunidades ribeirinhas da Reserva Extrativista (Resex) Tapajós-Arapiuns, a cerca de seis horas de barco do município de Santarém. Ao todo, cerca de 50 mulheres de seis diferentes comunidades se dedicam à atividade do trançado e se organizam através da cooperativa Turiarte, que foi estruturada com o apoio do organização Saúde & Alegria.

 

 

Doutor da Borracha

“O povo do Acre sempre diz que a seringueira é como uma mãe. A gente pega o leite dela para conseguir o leite das nossas crianças. Assim fui criado. Por isso digo que sou um defensor da floresta, pois eu não derrubo a floresta, eu dependo dela pra viver”. José Rodrigues, “doutor da borracha”
O grupo familiar Doutor da Borracha é constituído por oito pessoas, todos da família de “seu” José. Antes de fazer o curso para aprender a técnica da Folha Semi Artefato, o seringueiro já fazia os sapatos de borracha, as chamadas galochas, que são usadas para entrar na mata. José foi o primeiro a produzir os sapatos de latex, sem que ninguém o tenha ensinado.

 

Associação dos Artesãos de Coqueiro Campo

Produtos Artesol por Rafael Latorre

A associação dos Artesãos de Coqueiro Campo conta, hoje, com 39 mulheres. O barro em suas mãos representa, para além de uma atividade central na geração de renda, um tempo de criação, em que as ceramistas podem se fortalecer umas com as outras. Tempo em que aprendem a estar juntas e encontram a força necessária para se sustentarem no afeto, na solidariedade e na criação. A sua inspiração vem da coragem e capacidade de reconhecer e cultivar a alegria mesmo cercadas de ausências. Surgem, assim, peças realistas, surrealistas, delicadas, provocativas. Todas comunicam essa força das mulheres sertanejas estampada nos rostos das bonecas que carregam no barro suas próprias feições.

 

 

 

Espedito Seleiro

Seu espedito começou a fazer a fazer outras peças em couro, como sandálias e bolsas e passou a usar cores. Tornou-se um investigador de pigmentos naturais e técnicas de tingimento de couro e assim, descobriu o angico que tinge de marrom, o urucum que traz o vermelho, a cinza da capimbeira que colore de branco. Com o tempo, criou uma estética própria que valoriza os desenhos e as cores, resultado da influência cigana, povo que admira e que, quando novo, o fascinava pelas vestimentas e adornos. Espedito Seleiro produz calçados, bolsas, chapéus, carteiras, bancos, poltronas, além das selas, gibões e outros elementos da cultura vaqueira que estão sempre presentes. O artesanato é feito com couro de cabra, pelica e camurça compradas em diversas cidades do Nordeste. Suas peças são vendidas em outros estados e exportadas para outros países.

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